Eis um espaço destinado à interação coletiva, respeitando a individualidade e autonomia; ideal para amadurecer ideias, discutir propósitos, expressar as interiorizações e fortalecer amizades. É de extrema importância que você sinta-se livre para expor sua opinião, levando sempre em conta o respeito ao próxim@... entenda esta comunidade como uma grande roda de bons e velhos amigos/amigas, que não sentem pudor em desenvolver uma boa e saudável discussão e no final saírem todos abraçados.
Existem várias definições para o conceito Ética, uma forma fácil de se constatar isso é consultando diferentes dicionários da língua portuguesa, ou se perguntarmos, a um cientista político e logo em seguida a um religioso, assim por diante. Para muitos a situação se complica ainda mais quando se pergunta o que é a Moral e sua diferença em relação à Ética. Se fossemos simplificar poderíamos dizer que a Ética é um estudo, um estudo do agir humano, talvez melhor, da conduta humana, um bem pensar sobre o que é o bem e o correto. Um bem pensar do reto agir. Por vários fatores a Ética se diferencia da Moral, por exemplo, primeiro pelo fato de que a Ética é um princípio, ou seja, ela está por trás da Moral, como um pano de fundo, segundo pelo fato de que a Ética dificilmente mudará, até mesmo pelo fato dela ser princípio, terceiro diferencial é que ela vem pela reflexão do indivíduo para o próprio indivíduo e de forma bem mais abrangente que a Moral, que por sua vez é imposta pelo social, ou seja, de fora do indivíduo para dentro, se assim podemos dizer, depois que a Ética se entende como universal, tanto que está envolve a moral, que por sua vez advém de uma cultura, e, ou, uma determinada época. Vários pontos podem ser enumerados e muitos não foram esclarecidos aqui, pois este é um tema que carece de um estudo cuidadoso e que seria muita pretensão e ingenuidade de minha parte em tão poucas palavras esgotá-lo. A intenção aqui é apenas dar uma noção breve sobre o que pode ser a Ética, para então partirmos para um assunto do qual tenho uma forte convicção de todos nós seres humanos compreendemos muito bem a intensidade e definição: a Vida e o Outro.
Ainda que não tivéssemos aquilo que chamamos de razão, se tratando da vida, teríamos o que chamamos de instinto, que tende na maioria das vezes para sobrevivência. Mas se tratando de que temos a capacidade de raciocinar e pela possibilidade de se fazer ilações nos é possível falar de Ética, que a façamos então.
Uma das condições necessárias para se falar de Ética e aceitarmos a Vida, obrigatoriamente, como um dos valores universais e uma segunda condição é a existência do Outro. Esses dois pontos são condições primordiais para a Ética. Dados esses dois pontos é possível refletirmos a cerca do que é o bem, a felicidade, a justiça, a liberdade, etc.
Pretendo continuar esse breve dialogo sobre o que é a Ética, mas antes gostaria que compartilhar este vídeo sobre a Ética e a sociedade atual. Assim continuaremos na segunda parte esse breve esclarecimento sobre a Ética.
Antes de ler a matéria veiculada pelas Agências ANA gostaria que vocês assistissem o vídeo:
"Foi numa pequena vila da Espanha, rodeada de montanhas, intimamente ligada à natureza, que se levou a cabo o primeiro encontro sobre educação livre [25, 26 e 27 de maio]. O Ateneu libertário de Hervás foi o local escolhido e para onde convergiram pessoas de todas as partes da Espanha para relatar as suas experiências, falar sobre os caminhos percorridos e encontrar sinergias que impulsionem alternativas num assunto tão importante e vital como é a educação.
Pais, mães, meninas, meninos, professores, professoras, orientadoras, orientadores, acompanhantes e demais protagonistas suscitaram todos os tipos de sugestões, dúvidas e experiências ao longo de todo o fim de semana.
Prestou-se especial atenção às crianças (como é óbvio), visto quererem dar-lhes a oportunidade de crescer num âmbito mais familiar, preferindo a aprendizagem direta à teoria. Onde os e as professores e professoras passam a ser orientadores e orientadoras que acompanham em vez da figura clássica do professor, professora que manda deveres.
Os tempos mudam e com eles muda também esta nossa forma de entender a vida, de aprendê-la e de mostrá-la às gerações seguintes, através de novos caminhos que partem dos conhecidos até hoje.
Que algo mude ou evolua não significa que se tenha feito “mal”, simplesmente é mudada a forma de percebê-los e realiza-se de forma distinta, aportando resultados distintos, mais adequados às circunstâncias e as novas informações adquiridas da experiência.
Os novos métodos de educação têm como prioridade o desenvolvimento do potencial único de cada menina ou menino, interferindo o menos possível na sua exploração da vida, motivando sua capacidade de escolha através de uma experiência direta, revelando um mundo cheio de caminhos pelos quais hão de aprender a moverem-se conscientes da sua relação direta com tudo o que os rodeia.
Cada vez existem mais iniciativas educativas espalhadas pelos mais diversos locais do planeta, projetos que começam com muito pouca infraestrutura mas com uma motivação e ilusão capazes de tornar possível o que só a realização pessoal pode gerar. Tudo graças ao tremendo esforço daquelas pessoas que creem no que fazem e que dedicam o seu tempo e esforço para chegar a quem querem poder escolher.
Este encontro serviu também para juntar iniciativas, para criar sinergias e potenciar o desenvolvimento de novos caminhos que nos permitam continuar a aprender e a crescer numa vida sã e coerente."
Talvez seja o momento de revermos o processo pelo qual se dá a educação em nosso país e darmos uma atenção verdadeira, ou ao menos satisfatória, para essa questão.
A questão é real - está aí pra todos verem - afeta todas as camadas sociais - muitas pessoas se vêem incomodadas com a situação educacional sustentada em nosso país, sentem vontade de agir, ou mesmo agem quando podem, mas os efeitos parecem ínfimos, e, ou, parecer ter um exercito de prontidão dispostos a todo custo, a frustrar essas "pessoas sonhadoras".
Por que é tão difícil, por parte daquelas pessoas que lideram uma nação, perceber que a educação é solução para uma grande parcela de problemas sociais?
Por muitas vezes me disseram que a filosofia não leva ninguém a lugar algum; já presenciei pessoas instruídas perguntando qual a finalidade de se analisar uma poesia; ou se algum dia espero viver de música; se eu acredito na profissão de professor; o que ganho ao fazer zines de colagens; se eu penso que sozinho eu posso mudar o mundo; por que optei pelo skate e não pelo futebol; por que ouço rock e não sertanejo; por que um bloco de carnaval tão diferente; por que a capoeira; o R.P.G.; tantas outras coisas que "inúteis"... Quase sempre não respondo, pois acredito que a melhor resposta que pode ser dar a alguém que já sabe a resposta para sua pergunta, é gesto em si. O gesto de continuar fazendo, de continuar acreditando, ou seja, um gesto de racionalidade e amor próprio. O simples gesto de acreditar transforma a vida das pessoas... transformou a minha e aqueles que me conhecem sabem melhor do que ninguém. Quando me perguntam por que faço, mesmo não respondendo a resposta é latente em minha cabeça, "Por amor as causas perdidas", simplesmente. Mudar o mundo... não sei, mas tentar deixá-lo ao menos uma pequena virgula melhor do que o encontrei; detalhe, se enganam aqueles que pensam que eu estou sozinho. Por mais que o caminho seja árduo, procure acreditar e não desacredite ninguém, este será seu cajado de apoio quando a estrada parecer demasiada extensa. "Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém (...) Quem acredita sempre alcança!".
Me desculpem o desabafo e a forma particularmente pessoal com que aqui escrevo, mas esse é um sentimento verdadeiro e gostaria de compartilha-lo com todos os meus amigos e amigas, mesmo estando quase todos e todas distantes agora e submergidos em suas batalhas pessoais. Eu tenho muito carinho por todos e todas e acredito no potencial de cada um de vocês.
Gostaria de compartilhar com vocês esse vídeo que tem chamado a atenção do mundo todo. Vamos ver o que vocês acham?!
Agora tentem olhar pra esse vídeo e comparar com a atual situação em que o México se encontra, segundo os telejornais, se tratando do combate ao narcotráfico e a máfia a qual envolve autoridades. Há alguma semelhança?
Pessoal não estou falando do pensamento de Pitágoras não! E sim de uma "seita" onde muitos pensadores se descabelam para entender a moral da história. Se você já se imaginou morando em uma casa transparente, ou apenas como uma pedra nos meio do caminho dos "bons homens", veja este vídeo e me dê a resposta pra tanta insensatez!?
O que aconteceria se um
grupo de jovens amigos misturassem literatura, música, cinema, fotografia,
moda, sexo e drogas...?
Se você não consegue
imaginar o resultado e gostaria de ver no que isso daria, sem correr maiores
riscos; há uma forma bem prática e prazerosa de saber o descobrir sem no final
ter que dizer: “man, I am beat”.
Estou falando da
literatura beat, que tem início nos na América do Norte e acaba dando origem a
um movimento que despertou a atenção de várias gerações contemporâneas e
futuras em grande parte do mundo.
A amizade de Jack
Kerouac, William Burroughs, Allen Ginsberg, Lawrence Ferlinghetti, Gregory
Corso, Michael McClure, Gary Snyder, Clellon Holmes, entre outros, mostrou a
presença de uma juventude que decidiu viver a vida no limite entre a virtude e
a perversão, a arte e a bandidagem, de forma desafiadora e sagaz.
A “beat generation”, tirou o sono de muitos moralistas da época, ao
ponto de que até o The New York Times
“em tom severo e paternal, acusou Kerouac de estar ‘dando fundamento à
explosiva juventude que, de um canto a outro do país, se agrupa em torno de jukeboxes e se envolve em arruaças sem
motivo em plena madrugada’” (KEROUAC, 2009, p. 9). Em tom de censura,
sensacionalista ou não, o NY Times
não estava de todo errado, porém tais notícias apenas despertavam mais e mais a
vitalidade daquela juventude sedenta por aventuras.
A “geração Beat” viveu a literatura, quebrou barreiras, rompeu com os
padrões, mesclou estilos de escritas, de visão
de mundo, estética, esculachou a moralidade
Tudo isso alimentou a criação
literária. E não em prosa, no ciclo de narrativas de Kerouac, relatos
estilizados de aventuras com seus amigos, ou em Go, de Clellon Holmes. Também na poesia de Ginsberg, por vezes de
modo dramático: é rememoração da perda em poemas como “Fragmento 1955”, de Reality Sandwiches (Sanduíches de realidade)[i].
Das amizades resultou a
criação coletiva, nisso apresentando semelhança com o surrealismo. Criavam
juntos, como nos cut-up, os
textos-colagem de Burroughs em parceria com Bryon Gisin e Gregory Corso, que
resultaram em Minutes to Go. Ou em And the Hippos Were Boiled in their Thanks (E
os hipopótamos ferveram em seus tanques), narrativa policial de Bourroughs e
Kerouac que se perdeu. No poema “Pull my Daisy” (Puxe minha “margarida”) de
Ginsberg, Kerouac e Cassady[ii], que daria título ao filme
de Robert Frank. Copidescavam-se, como na releitura de Kaddish de Ginsberg por Ferlinghetti. Assistiu-se: Ginsberg lendo
páginas de The Town and City (Cidade
pequena, cidade grande)[iii] por cima do ombro de
Kerouac, incentivando-o. (WILLER, 2009, p. 18).
Assim o movimento beat
se construía em meio a bebida, maconha, anfetaminas, morfina, benzedrina,
heroína, LSD, ayauasca, entre outros alucinógenos, o jazz bop, bebop em
jam-sessions e suas muitas expressões particulares, tais como: “Beat”,
“Fuck Ode”, “This is the Beat Generation”, etc. Esta turma viveu as
estradas, a violência, as prisões, o erotismo,
o vício e na maioria das vezes, se não todas, em seu extremo. O apolíneo nietzscheano.
Geração beat(Beat
Generationeminglês) ou
"Movimento beat" é um termo usado tanto para descrever a um grupo de
artistas norte-americanos, principalmente escritores e poetas, que vieram a se
tornar conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960,
quanto ao fenômeno cultural que eles inspiraram (posteriormente chamados ou
confundidos aos beatniks, nome este de origem controversa, considerado por
muitos um termo pejorativo). Estes artistas, levavam vida nômade ou fundavam
comunidades. Foram, desta forma, o embrião do movimento hippie, se confundindo
com este movimento, posteriormente. Muitos remanescentes hippies se
auto-intitulam beatniks e um dos principais porta-vozes pop do movimento
hippie, John Lennon, se inspirou na palavra beat para batizar o seu grupo
musical, The Beatles. Na verdade, a "Beat generation", tal como os
Beatles, o movimento hippie e, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram
parte de um movimento maior, hoje chamado de "contracultura". (GERAÇÃO
BEAT. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre.)
A Beat
Generation influenciou artistas como Bob Dylan e até mesmo seu filho Jakob
Dylan, Jim Morrison da The Doors, Neil Young, a banda The Clash, entre vários
outros nomes. Obras como On the Road passou
a ser chamada de a “bíblia Hippie”, a
juventude passou a utilizar camisas xadrez, suéters de gola role, boinas, óculos
escuros e gírias como “I’m beated”, “beat the way”, entre outras.
O presente movimento espontaneamente se tornou um
movimento de contra cultura que logo a cultura tentou abarcar, pela literatura,
pela moda e pela ideologia. Percebe-se a partir do momento em que surge a
expressão “beatnik”, que o próprio Allen Ginsberg se coloca hostilmente contra,
afirmando ser está uma expressão criada pela mídia e se aceita, seria o mesmo
que negar a magnitude da poesia de Kerouac. Em sua entrevista ao New York Time,
Ginsberg, se refere a tal situação como “a obscena palavra beatnik”, fazendo
questão de demonstrar o seu desprezo pelos “beatniks e os poetas beats não
iluminados”, pois para Ginsberg, “eles não teriam sido criados por Kerouac mas
pela industria da comunicação em massa que continua fazer lavagens cerebrais ao
homem.”.
As influências da geração beat vão do catolicismo
ao budismo, da Aufklärung e literaturas
como a de Goethe e Schelling, à filosofia de Schopenhauer e Nietzsche. Uma ânsia
inquietante de pegar a estrada e ver onde vai dar. Desafiar a vida e o acaso.
Negar a materialismo e o apego e ao mesmo ser egoísta a ponto de satisfazer as próprias
vontades. Conhecer as Tristessas da
vida, os tantos bordéis, os marginais e os excluídos, os extremos e a mediocridade,
num mesmo mundo, que como o próprio Kerouac diz, ser o mesmo curral.
A literatura Beat
influenciou muitos outros movimentos, assim como sofreu influências de vários
anteriores, vindo de um período pós-guerra e entrando em nova guerra fria e mesquinha, este se refugiaram na
arte em seu sentido mais amplo e como dizia Jack: “acrescente neblina, neblina
úmida que te deixa faminto, e o pulsar do néon da noite suave, o crepitar dos
saltos altos das beldades, pombas brancas na vitrine de uma mercearia
chinesa...”(KEROUAC, 2009, p.218).
Algumas
indicações de leitura, filme e música:
On The Road - Jack Kerouac
Uivo - Allen Ginsberg
Geração Beat - Claudio Willer
Tristessa - Jack Kerouac
Indicação de Filme:
Título Original: Howl Intérpretes: James Franco, Jon Hamm, Mary-Louise Parker Realização: Jeffrey Friendman, Rob Epstein Distribuição em Portugual por: Midas Filmes Gênero: Bibliografia, Drama Ficha Técnica: Duração 1h30m | Origem: EUA, 2010 Site Oficial: Internacional
Sinopse:
São Francisco, 1957. Uma obra-prima é julgada e esse é um momento decisivo para a contra-cultura americana. O filme recria a vida de Allen Ginsberg e do poema Howl, explorando gêneros e temas que ainda hoje são actuais: a definição de obscenidade, os limites da liberdade de expressão, a natureza da arte.
Indicação de Música:
Banda: The Clash (Participação de Allen Ginsberg). Musica: Ghetto Defendant. Album: Combat Rock (1982).